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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

BIOGRAFIA: THE IMMORTAL WORLD TOUR E IMMORTAL O ÁLBUM DE REMIXES



The Immortal World Tour é a turnê do Cirque Du Soleil, que vai homenagear Michael Jackson. O espetáculo é uma parceria entre a MJ Estate com a produtora que cuida da companhia circense. A turnê do Cirque Du Soleil em homenagem ao Rei do Pop começou em 2011 no Canadá e, depois, seguiu para os Estados Unidos. O projeto tem o apoio da família de Michael. Escrito e dirigido por Jamie King, o mais importante diretor de concertos no mundo atual da música pop. Esta produção rara e eletrizante combinará a música e coreografia de Michael Jackson com a criatividade do Cirque du Soleil para dar aos fãs do mundo inteiro uma visão exclusiva do espírito, paixão e coração do gênio artístico que transformou para sempre a cultura pop mundial. Para o fundador do circo, Guy Laliberté, o projeto será um desafio "máximo" que levará a companhia a realizar um espetáculo que não pode ser comparado a qualquer outro feito antes. O coreógrafo Jamie King, que serviu como diretor de criação de Madonna nos últimos 12 anos King dirigiu em 2008 a "Sticky & Sweet Tour" de Madonna e outras turnês de cantoras como Rihanna, Celine Dion, Britney Spears, Avril Lavigne e as Spice Girls.

Immortal é o álbum de remixes gravado originalmente pelo cantor, Michael Jackson e também pelo Grupo The Jackson 5, lançado no dia 21 de Novembro de 2011. A compilação de músicas remixadas será a Trilha Sonora da Turnê mundial de Homenagem do Cirque Du Soleil ao cantor. A Sony Music Entertainment anunciou que mais de 40 gravações originais de Michael foram remixadas por Justin Timberlake e Kevin Antunes (produtor de Rihanna) ao longo de um trabalho de anos no estúdio, sendo liberados pela Epic Records em conjunto com o espólio de Michael Jackson. Apesar de mais de 60 canções serem usadas ​​para a The Immortal World Tour, apenas 22 canções foram escolhidas. O CD tem duas versões a versão simples contendo 15 faixas e versão Deluxe com dois CD'S contendo 22 faixas.

BIOGRAFIA: MICHAEL JACKSON THE EXPERIENCE E PLANET MICHAEL


Michael Jackson: The Experience (Michael Jackson: A experiência) é um jogo musical baseados nas canções de Michael Jackson. Foi inicialmente lançado apenas para as versões de nitendo wii,Nintendo DS e PSP e chegou as lojas com um recorde de vendas segundo a Ubisoft, cerca de 1.2 milhões de cópias foram vendidas (em um único dia). O jogo usa uma tecnologia pertencente a Ubisoft chamada Player Projection. A forma do corpo é projetada na tela em ambientes inspirados nos mais famosos videoclipes e performances ao vivo de Michael Jackson. Os dados coletados desta forma permitirão ao jogo criar vários efeitos, visuais, e até a música em si. Um Treinamento em video estará disponível para cada um dos movimentos de Michael Jackson existentes no jogo.
Um ponto positivo do game é o cuidado que a produtora teve com a fidelidade. Alguns cenários reproduzem fielmente cenas dos vídeo clipes de Michael, inclusive com os dançarinos e o astro vestidos a caráter. Impossível conter a nostalgia ao ver o bar do clipe de Smooth Criminal com todos fantasiados de “mafiosos” ou então na música “In the closet” que (como no clipe) as cenas de dança são executadas por Michael e a modelo Naomi Campbell, cabe ao jogador escolher qual dos dois irá representar. Além dos cenários, as coreografias receberam um tratamento especial também, pois são extremamente fiéis às originais na grande maioria das músicas. O andamento do game segue o tradicional. Movimentos que devem ser copiados como se você estivesse em frente a um espelho. A mão com a qual você segura o Wii Remote é assinalada na tela com um brilho na mão de Michael e na parte superior da tela, uma miniatura mostra qual o passo que deverá ser feito em seguida. Depois de cada um deles, você recebe uma “nota” de acordo com a precisão do movimento, que pode ser “perfect”, “good”, “ok” ou “X” (que indica erro).
São 27 canções : Another Part of Me , Bad, Beat it , Billie Jean , Black or White , Dirty Diana , Don’t Stop ‘Till You Get Enough, Earth Song, Ghosts, Heal the World, In the Closet, Leave Me Alone, Money, Remember the Time, Rock With You, Smooth Criminal, Speed Demon, Streetwalker, Sunset Driver, The Girl is Mine, The Way you Make Me Feel, They Don’t Care About Us, Thriller, Wanna Be Startin’ Somethin, Who Is It, Will You Be There, Workin’ Day and Night.


Planet Michael é um MMO inspirado na vida e obra do Rei do Pop, Michael Jackson. O título utiliza a mesma engine e estratégia comercial Entropia Universe — MMO sueco que aposta no sistema “grátis para jogar”, com microtransações liberadas entre os jogadores.
Apesar da ambientação surreal o jogo conta com todos os elementos de um MMO tradicional: missões, coleta de recursos, manufatura de itens e assim por diante — entretanto tudo se baseia nas diferentes fases da carreira do cantor.

BIOGRAFIA: ÁLBUM PÓSTUMO DE INÉDITAS MICHAEL


Michael o primeiro álbum póstumo de Michael Jackson. O seu lançamento foi 14 de dezembro de 2010, sob o selo da Epic Records. Michael têm músicas inéditas, incluindo "Breaking News", gravada originalmente em 2007. "Hold My Hand" foi o primeiro single do novo álbum. Uma versão incompleta da música apareceu na internet em 2008, antes da morte de Jackson. Akon declarou que a faixa foi finalizada e que sentia orgulho de ter trabalhado com o artista. Além de Akon, Michael também contará com participações especiais do rapper 50 Cent e do guitarrista Lenny Kravitz.
O clipe da música de Michael Jackson em parceria com Akon "Hold My Hand", foi divulgado no dia 9 de Dezembro de 2010. O filme foi dirigido por Mark Pellington e gravado na Califórnia e conta com participação de vários fãs do Rei do Pop além de algumas imagens do astro.

No dia 14 de junho de 2011 a gravadora Sony lançou mais um clipe póstumo do cantor. O projeto convocava pessoas de todo o mundo a mandarem vídeos cantando, dançando ou tocando a música do rei do pop para serem incorporados ao clipe oficial. Fãs de 103 países participaram e o diretor responsável Dennis Liu selecionou os 1600 melhores vídeos, incluindo 50 crianças e 36 animais na edição final. Sobre este trabalho, o diretor Dennis Liu declarou: "Este é o projeto mais divertido e bacana de que já participei. Foi um privilégio emocionante ver tantas pessoas, de todas as partes do mundo, se juntarem como se fossem uma voz só".
Brasileiros participam de ‘Behind the Mask’: O projeto não revela a nacionalidade de todos os participantes do clipe, mas é possível ver a bandeira do Brasil aparecendo algumas vezes. Aos 16 segundos, um fã brasileiro aparece usando a camiseta do Olodum, outro mostra um cartaz escrito ‘Brazil te ama’ e duas mulheres também seguram a bandeira verde e amarela.


BIOGRAFIA: MORTE


Na quinta-feira, 25 de junho de 2009, Michael Jackson faleceu depois de sofrer um ataque cardíaco na casa alugada onde morava, em Holmby Hills, longe do Sunset Boulevard, em Los Angeles. 

Conta-se que ele teve uma parada cardio-respiratória depois de injeções de Propofol, um poderoso anestésico. Telefonaram para o serviço de emergência por volta de 12h26, horário local. Os paramédicos tentaram desesperadamente reanimá-lo, mas não obtiveram sucesso. Ele foi levado de ambulância para o Centro Médico da UCLA, que ficava próximo, onde novas tentativas para ressucitá-lo foram realizadas. Diz-se que um grupo de cerca de dez pessoas gritava: "Vocês têm de salvá-lo!" A mãe, vários membros da família e Elizabeth Taylor correram para o hospital. Fâs desconsolados logo começaram a se aglomerar em volta de sua casa. Enquanto as agências de notícias hesitavam em aceitar os rumores que se espalhavam como fogo em palha seca, o Coronel Fred Corral, do Condado de Los Angeles, confirmou que Jackson havia morrido de parada cardíaca às 14h26.

Enquanto todo o planeta lamentava ou estava pasmo, o astro era homenageado mundo afora. Os  canais de notícias e a imprensa mal trataram de outro assunto. Como dizem, foi um bom dia para sepultar (outras) más notícias. "O dia em que a música morreu", soluçou um fã para a câmera. Na morte, como na vida, a cobertura variava entre celebração (vídeos e canções eram colocados no ar a todo instante) e mórbida dissecação. Todos os noticiários exploravam um determinado aspecto do fato. A especulação pegou fogo. Qual foi o papel do médico particular? Que medicamentos o astro vinha tomando? A morte poderia ter sido evitada? Quando a família Jackson pediu uma segunda autópsia, os adeptos da teoria da conspiração tiveram um prato cheio. Algumas más línguas chegaram a dizer que a morte havia sido forjada para impulsionar a carreira do astro, ou como um meio de não cumprir os compromissos já marcados.

Porém, a triste verdade acabou sendo aceita. O Rei do Pop estava morto. E, num clima de quase histeria, os críticos se enfileiraram para proclamar sua genialidade, para elogiar, como afirmou a revista Time, "a forma como ele mesclava música branca e negra". Sua "delicadeza" era sempre citada.
"É uma perda muito trágica e um dia terrível", disse Beyoncé. "Michael Jackson causou um impacto muito maior do que qualquer outro astro na história da música. Era mágico. Era o que todos nós lutamos muito para ser. Sempre será o Rei do Pop". Cher declarou: "Deus dá certos dons e ele era apenas um menino extraordinário dotado de grande capacidade. Sabia cantar como ninguém". "Estava tão animada para ver sua temporada em Londres", disse Britney Spears. "Eu ia pegar um avião para vê-lo. Ele sempre me inspirou em toda a minha vida e estou arrasada porque ele se foi". Madonna declarou: "Não consigo parar de chorar por causa dessa notícia triste. O mundo perdeu um de seus grandes astros, mas sua música viverá para sempre". "Sempre vou dar valor aos momentos que passei com ele no palco e tudo o que aprendi sobre música com ele", disse Justin Timberlake. 

Palavras não faltaram à mídia, que continuou a apresentar matérias sensacionalistas sobre abuso de analgésicos, dívidas e outros problemas. Quando se soube que o testamento de Michael deixava seus bens para sua mãe e para os filhos dele, e pedia que Katherine Jackson (mas não o seu pai) ficasse com a guarda das crianças, tendo como segunda opção Diana Ross, circularam histórias sobre a reação de Debbie Rowe. Levantaram-se dúvidas quanto a Jackson ser o verdadeiro pai das crianças. Depois disseram que Michael seria enterrado em Neverland, antes de admitir que as leis do Estado da Califórnia proibiam isso. Os promotores que perderam dinheiro por sua morte não se queixaram, e filmagens de seus últimos ensaios no Staple Center de Los Angeles já estavam sendo divulgadas na rede.
Há gravações guardadas nos cofres. Alguns dizem que cerca de 200 músicas são inéditas, apesar de a maioria poder ser de músicas infantis. Também se fala de material inacabado, trabalhos de Jackson com nomes contemporâneos do hip hop e R&B, como will.i.am, Akon e Ne-Yo. Em 2007, Jackson disse à revista Ebony: "Estou escrevendo muita coisa agora. Vou para o estúdio todos os dias". Kanye West, T-Pain, Swiss Beatz e Sean Garrett, todos confirmaram que estiveram com Michael para discutir um trabalho conjunto. 50 Cent e Chris Brown conversaram com ele pelo telefone sobre possíveis projetos. Depois de trabalhar em uma remixagem de "Wanna Be Startin' Somethin'", em 2008, Akon disse: "Ele é um gênio. Aquela aura... É incrível. Logo vamos sacudir o mundo, cara! Alguns artistas pensam no local, alguns pensam no nacional, eu estava pensando no internacional. Ele pensa em planetas. É algo de outro nível". will.i.am rasgou-se em elogios: "Sou fã desse cara. É o sujeito mais esperto que eu já conheci. Deus nos dá Michael Jackson, James Brown e Nat King Cole só para trazer mais luz à Terra. Michael tem o maior orgulho de ser negro. Na mídia, como ele é perseguido o tempo todo, já se cansou de dar declarações".

Causando muita emoção, a canção "Hold My Hand" começa "This life don't last forever" [Esta vida não dura para sempre]. E continua: "When it gets dark and when it gets cold/We can just hold each other till we see the sunlight" [Quando escurece e quando fica frio/Podemos simplesmente ficar abraçados até ver a luz do sol].

Funeral

A família Jackson estava em plena evidência no dia da cerimônia fúnebre de Michael Jackson, apesar de estarem usando óculos escuros e, no caso dos irmãos, uma luva brilhante cada um (em honra à marca registrada dos melhores dias de Michael). Depois de muitos rumores e desmentidos, 7 de julho apresentou a família, impecavelmente unida mais uma vez, começando o dia com um adeus muito íntimo de 40 minutos à sua estrela mais brilhante no Forest Lawn Memorial Park. Mais tarde levaram o caixão dourado de Michael, coberto de rosas vermelhas, num comboio até o Staples Center. Foi lá que Michael estava ensaiando bem pouco tempo antes. Agora ele era o foco de 31,3 milhões de espectadores ao vivo nos Estados Unidos e de um número ainda maior e incontável em todo o mundo, além de 17.500 fãs dentro do local, os quais haviam ganhado ingressos em uma "loteria" pela internet. Mais 50 mil fãs vieram de todas as partes só para ficar do lado de fora, para dizer que estavam presentes.

Parte funeral, parte show de homenagem, parte celebração, parte vigília real, o evento foi o máximo, como gostaríamos que fosse. O caixão de Michael ficou à frente do palco e a família sentada na primeira fila. O Guardian não resistiu em chamar a cerimônia de "seu último show... tão impecável e preciso como seu canto adolescente ou como sua lendária dança dos anos 80". Foi emocionante como só a grande pompa e o melodrama rasgado conseguem ser. As homenagens foram todas cor-de-rosa, as vozes dos cantores embargadas pela emoção, fosse ela genuína ou profissional. Alguém lembrou que Michael havia dito certa vez que esperava que seu funeral fosse o maior show da Terra.

Smokey Robinson leu mensagens de Nelson Mandela e de Diana Ross (Ross, como Elizabeth Taylor e Quincy Jones, preferiu chorar sua dor de forma privada). Foi uma demonstração pública de emoção extravasada, lembrando do grande astro e esquecendo os que o criticaram. A tela ao fundo mostrava fotos e filmagens de Michael se apresentando em vários estágios de sua vida, enquanto Mariah Carey cantou "I'll Be There", Lionel Richie cantou "Jesus Is Love" e Stevie Wonder cantou "Never Dreamed You'd Leave In Summer" [Nunca Sonhei Que Você Fosse Partir No Verão], mudando o final para "Michael, por que você não ficou?". Berry Gordy Jr. proclamou Jackson o maior showman que já existiu, sendo aplaudido de pé. Queen Latifah leu um poema especialmente escrito para a ocasião por Maya Angelou. "Ele jamais partirá de verdade", disse Smokey. Estrelas do passado e do presente do LA Lakers, Magic Johnson e Kobe Bryant, falaram sobre as boas lembranças que tinham do amigo. Jennifer Hudson cantou a música de Michael "Will You Be There?" e John Mayer tocou "Human Nature". As lágrimas rolaram ainda mais soltas quando Jermaine Jackson interpretou a música de Charles Chaplin "Smile", que Brooke Shields apresentou como a canção preferida de Michael. Ela falou sobre sua amizade natural e espontânea: "Sim, pode ter parecido estranha vista de fora, mas nós a tornamos divertida e real". Ela enfatizou sua sensibilidade e seu amor pela vida. O reverendo Al Sharpton desencadeou uma tempestade, gritando: "Ele rasgou a cortina da diferença de cor. Nos colocou nas capas de revista e na TV. Ele fez com que amássemos uns aos outros". Atribuiu a vitória do presidente Obama e muitas outras coisas a Michael. "Não se trata das dificuldades que ele enfrentou - ele declarou - incentivando a América a não pensar nos escândalos enfrentados nos últimos anos. Trata-se da mensagem que ele deixou". Numa espécie de clímax, olhou para os filhos de Michael e disse: "Não havia nada de errado com seu papai. O que foi errado foi o que o seu papai teve de enfrentar". E lá estavam os três filhos de Michael: visíveis, sem véus, lindos.

Houve mais. Usher cantou "Gone Too Soon" [Partiu Cedo Demais], chorando ao tocar o caixão. O filho e a filha do defensor dos direitos civis Martin Luther King fizeram discursos empolgantes. O garoto galês de doze anos, Shaheen Jafargholi, descoberto em um show de talentos da TV britânica, cantou "Who's Lovin' You?". "Quero agradecer a ele por ter me abençoado e a todas as pessoas com sua música maravilhosa", disse Shaheen. Parecia que o final seria a apresentação coletiva de "We Are The World" e "Heal The World", como estava programado para os shown de This Is It, com a família e os amigos se juntando ao elenco no palco. No entanto, mesmo depois disso houve mais lances cheios de emoção. Marlon Jackson disse: "Talvez agora finalmente deixem você em paz, Michael". Depois, como que para silenciar os críticos de Jackson, seus filhos foram levados para perto do microfone. "Fale alto, querida", disse Janet, e uma Paris de 11 anos fez sua primeira apresentação pública, dirigindo-se ao mundo que a observava hipnotizado. "Desde que eu nasci - ela começou, interrompendo-se para conter o pranto - papai foi o melhor pai que se pode imaginar, e eu só queria dizer que o amo muito". Com sinceridade, quase insuportavelmente tocante a ponto de desarmar qualquer incrédulo, superou o desempenho de Elton John cantando "Candle In The Wind" no funeral da princesa Diana, como um momento icônico naquela área indefinível e pós-moderna que vai além do glamour, da tragédia, da ilusão e do real.

BIOGRAFIA: THIS IS IT


This Is It seria uma série de 50 concertos que teria início em 13 de Julho de 2009, na O2 Arena, em Londres. Os shows seriam suas primeiras aparições significantes desde a bem-sucedida HIStory World Tour de 1996/1997, já que em 2001, ano de lançamento de seu mais recente álbum de inéditas, não foi realizada uma turnê para a promoção deste álbum, apenas 2 concertos foram realizados na cidade de Nova Iorque para a comemoração de seus 30 anos de carreira. Os 750 mil ingressos para esses concertos esgotaram apenas 5 horas após o início das vendas.

Todos os ensaios para a turnê foram filmados em alta definição: são mais de 100 horas de vídeos que deram origem a um filme/documentário, intitulado This Is It. O filme foi produzido pela Columbia Pictures, dirigido por Kenny Ortega e teve lançamento mundial de 28 de outubro a 30 do mesmo mês.

Para acompanhar este filme a Sony lançou uma coletânea que foi sua trilha sonora. Nesta coletânea se encontrarão todas as músicas que Jackson estava ensaiando para a turnê na mesma sequencia que apareceram no filme. Também houve a primeira música lançada depois de sua morte e versões nunca lançadas de algumas músicas, além de um poema que Jackson gravou para o álbum Dangerous lançado em 1991.

BIOGRAFIA: THRILLER 25TH, KING OF POP E A VENDA DE NEVERLAND


Numa tentativa de resgatar a visibilidade musical de Jackson, em 11 de fevereiro de 2008, a SonyBMG lançou Thriller 25th, uma edição comemorativa dos 25 anos do lançamento de Thriller, o seu mais conhecido álbum. Foram confeccionados remixes com a participação de artistas da época para compor a lista das faixas. Dentre os convidados estão Will.I.Am, Akon, Fergie e Kanye West.
A Edição Especial é composta pelo CD - contendo as faixas convencionais e os remixes, adicionado o verso solo de Vincent Price e a canção inédita For All Time - e um DVD, contendo os clipes do álbum e a performance de Billie Jean no 25º Aniversário da Motown, em 1983.
Thriller 25 pode ser considerado sucesso comercial: Chegou à posição #2 nos Estados Unidos, #3 no Reino Unido, e no TOP#10 em mais de trinta países. Atingiu três semanas em primeiro lugar na França, e duas semanas, em primeiro da Argentina, Bélgica, e no Reino Unido. Foi certificado "Disco de Ouro" em 11 países.
Nos Estados Unidos, Thriller 25th foi o segundo álbum mais vendido na sua semana de estreia, passando dos 166.000 exemplares. Foi inelegivel para o chart Billboard 200 por ser relançamento, mas entrou no Pop Catalog no número um, onde permaneceu durante nove semanas consecutivas. Este foi o melhor lançamento Jackson desde Invincible em 2001, com um valor estimado de 500.000 exemplares e 2 milhões de cópias vendidas em 12 semanas.
Atualmente está entre os 10 álbuns mais vendidos do ano de 2008.
Para comemorar o aniversário de 50 anos de Michael Jackson a SonyBMG lançou "King of Pop" a primeira coletânea interativa de Michael Jackson que contou com seu público para seleção das faixas.
O cantor vendeu seu rancho Neverland, depois de três anos sem morar no lugar. No entanto gerou controvérsia da imprensa, já que ele vendeu a propriedade para uma companhia que ele mesmo era um dos donos.

BIOGRAFIA: ANOS DIFÍCEIS (2002 - 2005)


Michael teve seu terceiro filho em 2002, Prince Michael Jackson II (Blanket). A mãe da criança se mantém anônima. Em novembro do mesmo ano, durante sua estadia em Berlim, Jackson apareceu na janela da varanda do quarto de hotel com seu filho recém-nascido. O cantor surpreendeu a todos quando pôs seu filho com um pano no rosto para fora da janela durante 3 segundos. Ele fez isto para mostrar seu filho aos fãs que se encontravam à entrada do hotel, que teriam pedido que ele o mostrasse. Este ato provocou severas críticas.

Em 2003 a Sony lançou a coletânea Number Ones que vendeu 10 milhões no mundo todo. No mesmo ano foi exibido o documentário Living with Michael Jackson, que mostrava o dia a dia do cantor. O documentário mostrou a vida de Jackson, a sua infância difícil, seus 3 filhos, a sua casa e o seu isolamento em seu mundo particular. O documentário causou repercussão negativa para Jackson na mídia, graças às práticas injustas do jornalista Martin Bashir, levando inclusive a segunda acusação em 2003. Alguns críticos disseram que o documentário foi mais prejudicial a imagem do cantor do que a acusação de 1993.
Ainda em 2003, acusado de abuso sexual de menor por Gavin Arvizo, Jackson negou tal alegação. Elizabeth Taylor defendeu o cantor em um programa de televisão dizendo que ela tinha estado lá, quando Gavin se encontrava na casa do cantor, assistindo televisão. "Não houve nada de anormal. Nós rimos como crianças, assistimos um monte de filmes da Disney. Não houve nada de estranho, nem de inapropriado." Durante a investigação, o perfil de Jackson foi examinado por um profissional da saúde mental chamado Dr. Stan Katz; o médico passou várias horas com o acusador também. A avaliação feita por Katz, dizia que Jackson tinha a idade mental de um garoto de 10 anos e não se encaixava no perfil de um pedófilo.

O julgamento durou cinco meses, até o final de maio de 2005. Durante o julgamento, o cantor novamente sofreu de estresse e grave perda de peso, que viria alterar sua aparência. Em junho, Jackson foi absolvido de todas as acusações, por falta de provas. Depois do julgamento Michael abandonou Neverland e se mudou para o Bahrain. O cantor disse que apesar de amar Neverland, ela tinha trazido coisas ruins (como as acusações) para sua vida e que nunca mais andaria com crianças novamente.

Outra coletânea foi lançada em 2004, The Ultimate Collection, uma caixa com quatro CDs e um DVD. Em março de 2006, a Sony Music lançou nova coletânea, o álbum duplo The Essential Michael Jackson.

BIOGRAFIA: ERA INVINCIBLE


Em 2001, Michael completaria 30 anos de carreira solo. Para comemorar a data foram prensadas edições especiais dos álbuns Off The Wall, Thriller, Bad e Dangerous - todos remasterizados, com novos encartes, incluindo canções raras e inéditas, e também entrevistas com o produtor Quincy Jones e o compositor Rod Temperton. Além de dois shows comemorativos realizados no Madison Square Garden em setembro de 2001 com participação de vários artistas como Britney Spears, Whitney Houston, Slash, Usher, Luther Vandross, Destiny's Child entre outros.
No mês seguinte, outubro, Jackson lançou Invincible, a primeira coleção de novas canções lançadas pelo astro em seis anos, desde HIStory, em 1995. Produzido essencialmente por Rodney Jerkins e Teddy Riley, também há a participação de Carlos Santana na música "Whatever Happens", Slash em "Privacy" e ainda um rap póstumo de Notorious B.I.G.
Jackson também ajudou a formar o "United We Stand: What More Can I Give", concerto beneficente realizado no RFK Stadium em Washington em busca de fundos de caridade para os familiares das vitimas dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, onde cantou What More Can I Give junto com os outros cantores e Man in the Mirror sozinho, porém essa última não foi exibida na televisão.

Problemas com a Sony

Durante a rápida divulgação do álbum ficaram explícitas as divergências entre Michael e o então chefe da Sony Music, Tommy Mottola. Os problemas começaram em 2000, quando Jackson tentou retirar a licença das gravações originais do catálogo dele da gravadora para lançamento independente. Assim Michael não precisaria dividir os lucros com a Sony. Entretanto, os advogados de Jackson encontraram cláusulas no contrato dele com a gravadora que impediam a transação.
Para evitar uma disputa judicial, Michael e a Sony fecharam um acordo que permitiria que ele abandonasse a gravadora depois do lançamento de Invincible, mas não antes de um pacote de coletâneas que reuniriam os maiores sucessos dele. A crise se acentuou quando a canção "You Rock My World" vazou para as rádios americanas propositalmente e teve de ser lançada como primeiro compacto do álbum, Jackson queria que fosse Unbreakable. Assim, o Rei do Pop se negou a colaborar com o resto da divulgação de Invincible. Mesmo assim, a Sony ainda lançou, mesmo que de uma maneira irresponsável, 2 singles: Cry (mundialmente) e Butterflies (apenas nos Estados Unidos). Apenas Cry obteve um clipe, sem a presença de Jackson.

O Álbum

Invincible é conhecido como o "álbum mais caro da história", já que só em produção, Jackson gastou cerca de 30 milhões de dólares. A Sony boicotou o álbum retirando-o das lojas após três meses de lançamento. Ainda assim Invincible vendeu cerca de 12 milhões de cópias no mundo todo, algo difícil até para os artistas que estavam no auge na época.

What More Can I Give

Mais de 35 cantores contribuíram, como Shakira, Celine Dion, Ricky Martin, Luther Vandross, Justin Timberlake, Carlos Santana, Beyoncé, Laura Pausini e Mariah Carey. O compacto nunca foi lançado devido aos desentendimentos de Michael com a Sony Music. Além disso, especula-se que o envolvimento de um dos produtores do projeto com a indústria do cinema pornográfico estadunidense teria afastado patrocinadores.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

BIOGRAFIA: BLOOD ON THE DANCE FLOOR (HIStory IN THE MIX)


Outro álbum foi lançado em 1997. Blood On The Dance Floor (HIStory In The Mix) foi uma coletânea de oito remixagens de HIStory com mais cinco músicas novas. Com vendas globais de mais de 6 milhões de unidades, esta foi a maior vendagem de um álbum de remixagens da história. Apesar de mal ter ficado entre os 20 mais nos Estados Unidos, recebeu um disco de platina. Ficou nos primeiros lugares das paradas britânicas, assim como o lançamento do single da excelente faixa produzida por Teddy Riley, uma insinuante e sensual volta à boa forma e seu último primeiro lugar no Reino Unido. “Blood On The Dance Floor” foi “seu melhor single em séculos. Será que Michael ainda tem fôlego? Tem, sim. O melhor lado deste disco mostra que há tantos tigres no fosso quanto morcegos na torre”. “Ghosts” [Fantasmas] e “Is It Scary” [É assustador] eram “desconexas e compulsivas. Ele confirmava ser um espetacular cantor, possuído e pulsante, que reinventava novamente o estilo soul”. “Morphine” era “impressionante e incongruente, mas não deixava ninguém imune”. “No geral, é incrível como às vezes deixamos de levá-lo a sério.”
De acordo com a Forbes, Jackson ganhou 35 milhões em 1996 e outros 20 milhões em 1997. Seu trabalho com instituições de caridade continuava, ganhando mais impulso no final da década de 1990. Os shows beneficentes de “Michael Jackson e Amigos” na Alemanha e na Coréia levantaram altas somas. Ele também fez um show de caridade em Módena, na Itália, intitulado “Michael e Luciano Pavarotti pelos Filhos da Guerra”, em auxílio aos refugiados da Guerra de Kosovo. Também levantou muito dinheiro em benefício da Cruz Vermelha, da Unesco e para o Fundo Infantil Nelson Mandela. Em grande medida a sua reputação ia sendo restaurada. Em 2000, ele apareceu no livro de recordes Guinness por manter 39 instituições de caridade, mais do que qualquer outra celebridade. Quando Michael Jackson, o reconhecido filantropo temperamental, entrou no século XXI, deve ter sentido que havia sobrevivido a uma tempestade e que o tempo ruim estava ficando para trás. Afinal, agora ele era pai, e ainda tinha planos.
 

BIOGRAFIA: SEGUNDO CASAMENTO E A PATERNIDADE


Michael se casa pela segunda vez com a enfermeira Debbie Rowe, em 1996. Madonna não foi a única a exclamar: “Quem é essa tal de Debbie Rowe?” Surpreendendo até os mais diligentes observadores de Jackson, ele e a enfermeira dermatológica Rown tiveram dois filhos. O nome do filho , Michael Joseph Jackson Jr., foi modificado depois do divórcio para Prince Michael Jackson. A filha, nascida em 1998, chamou-se Paris Katherine Jackson. Jackson conhecera Rowe dez anos antes, quando recebeu o diagnóstico do distúrbio dermatológico do vitiligo. Ela vinha tratando dele, desde então, onde quer que estivesse no mundo, e acabaram se aproximando. Quando ela engravidou pela primeira vez, a mãe de Jackson, Katherine, sugeriu que se casassem. O casamento aconteceu na suíte do astro no Sheraton On The Park Hotel, em Sydney. Ele lhe deu um anel com um diamante de dois quilates incrustado em platina.
As crianças eram protegidas dos olhos do público, às vezes até com véus ou mascaras. Depois do divórcio, em 1999, Rowe concordou em dar plena custódia dos filhos ao cantor.

BIOGRAFIA: ERA HIStory


HIStory: Past, Present And Future - Book One [Passado, Presente e Futuro - Livro Um],  um álbum duplo, uma coletânea dos seus maiores sucessos, tendo como bônus um disco com material inédito, lançado em junho de 1995. As novas canções incluíam seus melhores momentos, como “You Are Not Alone”, “Scream” e “Earth Song”. Também havia sua cover dos Beatles “Come Together”, gravada pela primeira vez para o álbum Bad. Esta seria a primeira compilação oficial de Michael, apesar de muitas outras virem a seguir. Scream, o videoclipe mais caro já produzido até então na história da música pop, talvez nos ofereça a percepção mais válida da mente torturada de Jackson durante esse período tão difícil.
HIStory foi outro sucesso comercial, que vendeu 30 milhões de cópias, apesar dos últimos e amplamente divulgados problemas de Michael. As vendas mais do que respeitáveis do novo lançamento provaram que ele ainda mandava bem aos quase 40 anos.
HIStory Begins trazia canções como “Billie Jean”, “Bad” e outros sucessos que marcaram gerações. HIStory Continues oferecia as novas músicas, “Acredito em perfeição”, ele disse. “Tento trazer isso para tudo o que fazemos. Acredito em performance perfeita e quando não conseguimos pelo menos 99,9%, fico realmente alterado.” Canções como “Tabloid Junkie” e “Smile” proporcionavam imagens contrastantes da psique de Michael. Também mostrava sua maestria musical, pois, pela primeira vez em um álbum, ele tocava teclados, sintetizadores, guitarras e percussão.
O primeiro single do álbum duplo foi “Scream”, uma pequena demonstração de ira controlada, e um dueto com a irmã Janet, então já uma superestrela por seus próprios méritos. Ela achava que havia provado que podia se firmar como cantora solo e já não se preocupava que pudessem acusá-la de “andar a reboque de Michael”. A um custo de 5 milhões de dólares, dizia-se que era o mais caro vídeo até então. Um impressionante redemoinho monocromático com influência de ficção científica, mostrando um gestual extrovertido, confessional e carregado de sensualidade por parte dos dois Jacksons, é um dos melhores em toda a sua obra. Recebeu três MTV Awards e um Grammy pelo Melhor Vídeo de Música. A canção se esforçava para conter a fúria de Michael por causa das notícias dos tablóides, dos exageros e da repetição de falsas alegações que o atormentavam tanto.
“You Are Not Alone”, o single seguinte vendeu 3 milhões de cópias em todo o mundo. Também foi a primeira canção recém-lançada que já ocupou de cara o primeiro lugar na parada da Billboard, com sua campanha publicitária. “Earth Song” foi outra a vender um milhão de cópias e se tornar campeã de vendas no Natal do Reino Unido, na verdade o seu maior sucesso britânico. O vídeo, uma obra-prima do excesso, mostrava Michael em pose messiânica, enquanto ele apoiava a causa do ambientalismo e defendia o cuidado com o planeta pelo bem dos filhos de nossos filhos. A mensagem pode não ter sido sutil mas, como tantas das canções de Jackson, transcendia barreiras lingüísticas, culturais e geográficas, sendo eficaz em todo o planeta de que falava o título. A cativante “They Don’t Care About Us”, por outro lado, provocava controvérsia, e gerou protestos da Liga Antidifamatória, que a via como “antissemítica”. Michael pediu desculpas, mudou a letra e afirmou que a “música tem a intenção de combater preconceitos”.
A turnê mundial que se seguiu, projetada para reafirmar sua posição de Rei do Pop e enfrentar aqueles que diziam que sua estrela estava se apagando, teve 82 shows em 58 cidades, apresentando-se para quase cinco milhões de fãs. A campanha promocional que a antecedeu, para promover tanto a turnê quanto o álbum, pode ter sido ainda mais intensa e a que mais chamou a atenção. Lançou-se um vídeo que mostrava Jackson caminhando em meio a vários milhares de soldados e pessoal militar entre explosões e helicópteros, enquanto crianças gritavam e garotas desmaiavam. Na Europa, a Sony fez com que estátuas gigantes de Michael flutuassem sobre os principais rios das maiores cidades. Uma dessas, de 12 metros de altura, desceu o rio Tâmisa, em Londres, sobre um barco. A turnê começou em Praga, em 7 de setembro de 1996, e encerrou-se em Durham, na África do Sul, em 25 de outubro de 1997.

BIOGRAFIA: PRIMEIRO CASAMENTO


Jackson e sua mais recente paixão se casaram discretamente em 26 de maio na República Dominicana. Mas a cerimônia foi a única coisa realmente discreta no que tange a esse casamento. A união do Rei do Pop com a filha do Rei do Rock ‘n’ Roll inevitavelmente atraiu a mídia. Muitos denunciaram aquilo como uma “farsa”, armada  por relações públicas com o objetivo de desviar a atenção dos problemas muito públicos de Jackson e de reconstruir a imagem de sua identidade sexual.
Lisa-Marie entrou com pedido de divórcio em janeiro de 1996 alegando “diferenças irreconciliáveis”.

BIOGRAFIA: FALSAS ALEGAÇÕES


Mitos, fofocas e rumores eram fatos corriqueiros na vida diária de Michael. A partir de então, entretanto, foram inflados ao nível do escândalo e choque.A opinião pública estava dividida e polarizada. Michael ficou irado com um entrevistador. “Por que simplesmente não diz às pessoas que sou um extraterrestre de Marte?”, ele questionou. “Diga a eles que como galinhas vivas e executo uma dança vodu à meia-noite. Vão acreditar em qualquer coisa que você disser porque você é jornalista. Mas se eu, Michael Jackson, declarasse: ‘Eu sou um extraterrestre de Marte, como galinhas vivas e executo uma dança vodu à meia-noite’, as pessoas diriam: ‘Nossa, o Michael Jackson ficou louco. Está pirado! Não dá para acreditar numa palavra que sai daquela boca!’”.
As alterações em sua aparência fascinaram alguns e deixaram outros apreensivos ou indignados. “Todo mundo em Hollywood faz cirurgia plástica!”, ele protestou. “Não sei por que a imprensa resolveu me atacar. Afinal, é só meu nariz”. Em 1993, a crise apertou. Alegações de abuso de menores o lançaram em um turbilhão de críticas veiculadas pelos meios de comunicação. Um traumático e doloroso constrangimento. Sua imagem foi enxovalhada. A década não seria nada fácil e sua tentetiva de minimizar os danos, como suas curiosas entrevistas na televisão e seu surpreendente casamento, que durou 18 meses, com Lisa Marie Presley, apenas colocou mais fogo na polêmica.
Quando a década de 1990 estava se firmando, ele ainda era considerado superastro o bastante para mais uma admirável nova era. O novo presidente democrata Bill Clinton e a família o convidaram para um dos bailes da posse em Washington, em janeiro de 1993. Diz-se que a filha de Clinton, Chelsea, estava “entusiasmada” para conhecer seu herói pop. O cantor havia dirigido as celebridades no estribilho de We Are The World”. Com o álbum Dangerous provando que ele ainda era uma grande força no mercado, ele parecia estar fazendo a transição de décadas de forma bastante sólida. Mas a década de 1990 viria a ser de desgraça para o Rei do Pop. Ela já fora iniciada com a dependência química de analgésicos consumidos em grande quantidade pelo astro desde que o acidente na filmagem do comercial da Pepsi lhe queimara o cabelo e o couro cabeludo. E 1993 foi um ano particularmente terrível. Em novembro, a Pepsi retirou cerca de 35 milhões de libras de patrocínio por uma turnê que estava sendo planejada e que então foi cancelada, causando a Jackson, segundo ele próprio, “um grande sofrimento no coração”.
Como o apelido de “Wacko Jacko” tinha pegado, ele comentou com tristeza: “Wacko Jacko – de onde veio isso? Eu tenho coração e tenho sentimentos. Fico magoado quando fazem isso comigo. Não é justo. Não façam isso. Não sou ‘doido’”. Em fevereiro daquele ano, em uma rara e aparentemente franca, além de inegavelmente curiosa entrevista na TV com Oprah Winfrey, ele explicou as dificuldades de ser um astro infantil com uma rotina de “trabalho e mais trabalho e nada de diversão”. “Eu sempre chorava de solidão. Não tinha amigos. Meus irmãos eram meus amigos.” Oprah perguntou se ele costumava usar a imaginação como escape nessa época. “Não – ele respondeu – e é por isso que eu acho que busco alguma compensação. Adorava e continuo amando o mundo dos shows, mas há épocas em que você simplesmente quer brincar e se divertir um pouco, e essa parte me deixava bem triste”. Apesar de dizer que ainda estava saindo com a grande amiga Brooke Shields, aproveitou a oportunidade para retaliar aqueles que o acusavam de descolorir a pele numa tentativa “de ficar mais branco”. Tenho um problema de pele que destrói a pigmentação. Será que é tão difícil de compreender que eu não tenho controle sobre isso? Quando alguém inventa histórias de que eu não quero ser quem sou, isso me magoa.” Apesar de tudo, Michael insistiu que era “muito feliz”.
Michael Jackson foi acusado de forma sensacionalista de abusar sexualmente de um menino de 13 anos, Jordan Chandler, com quem ele tinha uma amizade. “Cortaria meus pulsos antes de abusar de uma criança”, ele argumentou. “Jamais poderia fazer uma coisa dessas. Ninguém pode imaginar o quanto esses rumores maldosos me feriram”. Depois de muita publicidade, o caso nunca chegou a ir a julgamento. As partes envolvidas fizeram um acordo extrajudicial, com o devido pagamento de um soma multimilionária, cujo valor exato variava em função de quem contasse a história. A decisão, possivelmente mal orientada, não encerrou a questão: o acordo apenas pôs lenha na fogueira das línguas afiadas e o falatório se ampliou.
Jordan “Jordie” Chandler, nascido em 1980, 22 anos mais novo do que Michael, seu fã desde criancinha, aprendeu os passos e usava a luva. Quando se conheceram, Jackson lhe deu um coffe table book, Dancing The Dream, publicado depois de Moonwalk. Os dois logo ficaram muito amigos. Jordan foi convidado a visitar Neverland com a mãe e a meia-irmã.
Depois que a família de Chandler foi à policia, e os promotores de Santa Bárbara começaram a investigar as atividades de Jackson, as manchetes pegaram fogo: “Será que o Peter Pan é o Flautista de Hamelin disfarçado?”; “Será que ele é Dangerous ou só Off The Wall?”, numa clara alusão ao nome de sua propriedade e ao título de seus álbuns de sucesso. A policia, com mandados de busca, revirou Neverland, para o horror do cantor, de sua privacidade e de seu condomínio Century City. Foram confiscadas caixas e mais caixas de “evidências” – fotografias e fitas de vídeo. O advogado criminal de Jackson, Howard Weitzman, telefonou e ouviu o incrédulo cantor dizer: “Eu adoro crianças. O mundo inteiro sabe disso. Como podem fazer uma coisa dessa comigo?” as primeiras pesquisas na TV mostravam que somente 12% do público acreditava que as acusações eram verdadeiras.
Michael ainda conseguiu fazer um concerto em Bagcoc, mas cancelou o seguinte alegando estar doente. E aumentou seu consumo de analgésicos. Ligou para Elizabeth Taylor, sua figura materna substituta. Ela e o marido pegaram um avião para encontrá-lo em Cingapura. “Esta é a pior coisa que poderia acontecer a um homem como Michael, que adora crianças e jamais magoaria qualquer uma delas”, ela disse aos repórteres. “Acredito que Michael será inocentado.” Ela mencionou a palavra “extorsão”. Michael faria 35 anos no dia seguinte, um aniversário passado em branco. Ele cancelou outros concertos devido a uma suposta “enxaqueca”. Os pais e irmãos foram encontrá-lo em Taiwan. Ele declarou que jamais voltaria a por os pés em Los Angeles.
Num primeiro momento, as celebridades de Hollywood apoiaram o cantor. Advogados caríssimos, no entanto, estavam sendo contratados pelos Chandler. Michael ainda reuniu forças para marchar com soldados russos na Praça Vermelha. “Michael, a Rússia ama você!”, dizia uma faixa. Logo ele fez uma pausa com Liz Taylor e o marido em Genebra. Depois seguiu para Buenos Aires. Enquanto os advogados se digladiavam verbalmente em Los Angeles, Chandler era bombardeado com perguntas por toda parte de psiquiatras e promotores. A equipe de assessores legais de Jackson o aconselhou a voltar a Los Angeles mas, em vez disso, ele passou um tempo em Porto Rico e na cidade do México, com medo de ser preso ao voltar.
Em 8 de novembro de 1993, enquanto quase toda a família Jackson estava no funeral de Samuel Jackson, avô de Michael, a polícia vasculhou Hayvenhurst. Mais uma vez Michael foi levado ao desespero. Ainda conseguiria fazer seu último concerto na Cidade do México, em 12 de novembro, mas depois pegou um avião fretado para a Inglaterra, aterrissando em Luton, em vez de ir a Londres, na esperança de que houvesse menos paparazzi por lá. Resolveu, então, se pronunciar pela primeira vez, distribuindo um comunicado aos meios de comunicação:
“Quando saí para esta turnê – dizia – estava sendo alvo de uma tentativa de extorsão e logo depois fui acusado de conduta torpe e indigna. Fui humilhado, constrangido, magoado e sofri muito. O resultado da pressão dessas falsas alegações, junto com a incrível energia necessária para os shows, causaram tanta perturbação que me deixaram física e emocionalmente exausto. E fui ficando cada vez mais dependente de analgésicos para enfrentar a turnê. Percebi, então, que, para recuperar minha saúde, é melhor não completar a turnê, e tenho de cancelar os shows que ainda faltam. Sei que posso superar o problema e que vou sair mais forte desta experiência.”
Um publicitário confirmou que o restante da turnê estava cancelada e que a dependência de Michael por analgésicos começara em 1984, depois do incidente em que se queimou durante a filmagem do comercial da Pepsi. A Sony declarou seu “apoio incondicional e irredutível”.
Quando finalmente voltou a Los Angeles, voou no jato do sultão do Brunei, um rico fã. Depois de muitas voltas para chegar em Neverland, sentiu um aperto no coração ao ver uma multidão de equipes de telejornalismo, fotógrafos e repórteres. Em 1994, ele foi revistado e fotografado nu pela polícia. Posteriormente, Jackson declarou à imprensa que aquilo tinha sido: “O inferno mais humilhante da minha vida, algo que pessoa alguma deveria sofrer, um pesadelo horrível! Mas se é por isto que tenho de passar para provar minha inocência, minha total inocência, que seja”. E concluiu: “Sempre que teve oportunidade, a mídia dissecou e distorceu os fatos para tirar suas próprias conclusões. Peço a todos vocês que esperem para ouvir a verdade antes de me rotularem ou me condenarem. Não me tratem como criminoso porque sou inocente”.
Depois de muitas idas e vindas, chegou-se ao valor do acordo, que foi assinado em 25 de janeiro. Alguns dizem que atingira a cifra de 20 milhões de dólares, outros afirmam que fora ainda maior. O custo para a imagem de Jackson, entretanto, seu orgulho e autoestima foi algo que não se pode medir. Meses mais tarde, o astro declarou: “Perguntei ao meu advogado se ele podia garantir que a justiça prevaleceria. Ele disse que não se pode garantir o que um juiz ou o júri podem fazer. Então eu disse que tinha de fazer alguma coisa para sair daquele pesadelo. Havia um monte de gente querendo receber cachê para aparecer nesses programas sensacionalistas de TV. É tudo mentira, mentira, mentira. Então eu me reuni com meus consultores e chegamos à decisão unânime de encerrar a questão”. Foi só no mês de setembro seguinte que os promotores chegaram à decisão final de não iniciar uma ação criminal, uma vez que o acusador de Jackson não estava mais disposto nem se sentia capaz de testemunhar.
O advogado de Jackson declarou: “Vai chegar a hora de Michael seguir em frente com sua vida”. E foi isso exatamente o que ele começou a fazer logo no início de maio de 1994, quando se casou com a filha de Elvis Presley. “Estou aprendendo de fato o verdadeiro significado do amor”, ele disse, transparecendo estar feliz.

BIOGRAFIA: ERA DANGEROUS




A década de 1990 estava para começar. “O mundo gosta de construir um astro para depois destruí-lo”, o havia alertado Diana Ross algum tempo atrás. De sua parte, ele estava confiante. “Eles ainda não viram nada”, conta-se que ele teria declarado a David Geffen. “Vou dobrar meu sucesso nos anos 90”. Mas o perigo começava a rondar. 1991 viu seu irmão Jermaine Jackson criticar o caçula abertamente. “Eu poderia ter sido Michael”, ele declarou. “É tudo uma questão de ocasião, de sorte”. Jermaine chegou a lançar um single – “Word to the Badd” [Mensagem para o malvado] – que dava estocadas na mudança de aparência de Michael. Michael ficou furioso e chamou a mãe para se queixar, dizendo a ela para expulsar Jermaine de Hayvenhurst, a casa da família que pertencia quase toda a Michael. Katherine o acalmou, mas Michael raramente visitava a casa. Jermaine, que reclamava que Michael não atendia seus telefonemas, recebeu ordens de se manter afastado. Os dois somente fizeram as pazes anos mais tarde. 












































 Na semana em que “Word to the Badd” foi lançada, a resposta de Michael veio com “Black Or White”, que marcava a sua volta com o lançamento do novo álbum Dangerous. (Muito naturalmente, e ao contrário do disco de Jermaine, o single conseguiu o primeiro lugar em todo o mundo). Dangerous foi lançado pela Epic em 26 de novembro de 1991. Ele foi coproduzido por Jackson em parceria com Teddy Riley e Bill Bottrell, uma dupla que vinha sacudindo e fazendo avançar o novo cenário do “pop/R&B urbano”, ou “swingbeat”. Foi Quincy Jones quem recomendou a Michael os dois talentosos músicos.
Gravado entre junho de 1990 e outubro de 1991, no Ocean Way e Larrabee North Studios, em Los Angeles, Dangerous, em sintonia com a era do CD (em oposição ao LP de vinil), trazia 77 minutos de gravação, apresentando 14 músicas. Depois que o riff de rock e a mensagem antirracista de “Black Or White” tomaram impulso, músicas lançadas em singles ao longo do ano de 1992 incluíam: “Remember The Time”, “In The Closet”, “Who Is It”, “Jam”, “Heal The World” e “Give In To Me”. O álbum – duplo em vinil – chegou instantaneamente ao primeiro lugar da Billboard e lá permaneceu por quatro semanas. No Reino Unido, bateu Achtung Baby, do U2, ficando em primeiro. Desde então, vendeu 32 milhões de cópias em todo o mundo, 7 milhões só nos EUA, e foi aclamado “o álbum mais bem-sucedido de New Jack Swing de todos os tempos”. A ilustração da capa, de Mark Ryden, era uma imagem neopsicodélica de fazer saltar os olhos. Apesar de só ter recebido um Grammy (por melhor engenharia de som), suas vendas em mercados emergentes, como na Ásia e América do Sul, foram ainda mas rápidas do que com Bad. O título de “Lenda do Grammy” conferido a Michael em 1993 fez com que ele voltasse ao topo das paradas. Sua irmã Janet foi quem lhe entregou o prêmio.
Logo ficou clara a grande expectativa em torno do novo disco. No aeroporto internacional de Los Angeles, 300 mil cópias de Dangerous foram roubadas por um grupo de ladrões armados a apenas alguns dias do lançamento oficial. Tudo sinalizava para novos rumos em todos os sentidos. Em março de 1991, o cantor assinou um novo contrato com a Sony Music, que disseram ser de “15 anos e seis álbuns”. Rumores falavam em cifras altíssimas, de um bilhão de dólares indo parar no bolso de Jackson. Pode ter sido exagero, mas parece que, de fato, ele ganhou na época a maior taxa de direitos autorais na história do setor. Em 2006, um cálculo concluía que ele havia faturado 175 milhões de dólares apenas com as vendas de Dangerous.
Jackson se apresentou no show do intervalo do jogo do 27º Superbowl (final do campeonato de futebol americano) em 1993, no Rose Bowl, em Pasadena, reunindo a maior audiência do evento: incríveis 133 milhões e 400 mil pessoas. Com uma promoção tão colossal, sem falar da turnê mundial de Dangerous (que ficou marcado como “o show mais espetacular e mais tecnologicamente avançado que o mundo já havia visto”), não é de admirar que Dangerous tenha recebido 7 discos de platina. “Black Or White” foi seu single de maior sucesso desde “Billie Jean”, e Jackson se tornou o primeiro astro a galgar o primeiro lugar por três décadas consecutivas, em 1970, 1980 e 1990.
Desta vez, o grande astro da guitarra escolhido foi Slash, do Guns’N’Roses. O videoclipe, lançado junto com o single, foi mais uma vez outro grande acontecimento, tendo custado astronômicos sete milhões de dólares. John Landis, que havia dirigido Thriller, foi novamente chamado. Ele e Jackson tiveram muitos desentendimentos criativos. O tema da música e, portanto, do vídeo, era bem claro: estimular a harmonia e a integração social. Entre as faces que se mesclavam no vídeo, um balinês, um sudanês e um índio americano. O resultado foi incrível, com uma pantera se metamorfoseando (com o auxílio do tecnológico CGI) em Michael. Tais efeitos computacionais foram uma novidade surpreendente para a época e 550 milhões de pessoas os assistiram.
Jackson parecia possuído, usando movimentos bastante sensuais e até violentos em sua gesticulação. Na verdade, depois de uma reunião com a Fox, cenas suas quebrando janelas de carros e vitrines exigiram um pedido público de desculpas de Jackson. “Fico chateado de saber que ‘Black Or White’ pode induzir alguma criança ou adulto a manifestar comportamentos agressivo, seja sexual ou violento”, ele escreveu. “Sempre tentei ser um bom exemplo e por isso fiz mudanças para evitar qualquer dor ou mágoa que o segmento final de ‘Black Or White’ possa ter causado às crianças, seus pais, ou outros espectadores.” Como era uma história de Michael Jackson, a imprensa manteve a controvérsia pelo tempo que pôde. “Ele pirou de vez”, alardeou um jornal. Mesmo assim, o disco vendeu bastante e seu apelo por unidade ganhou repercussão.
Em outubro de 1991, Michael foi o anfitrião do oitavo casamento de Elizabeth Taylor, desta vez com Larry Fortensky, em Neverland. Levou-a até o altar e ficou feliz em pagar a conta de um milhão e meio de dólares. Entre os 170 convidados, estavam Ronald Reagan, Gerald Ford e Gregory Peck. O presente que Taylor lhe deu em agradecimento foi um raro pássaro albino.
Enquanto isso, o trabalho de promoção de Dangerous continuava. Os vídeos nunca foram tão épicos, com coreografias e visuais de fazer cair o queixo. “Remember The Time” (dedicado a Diana Ross) foi rodado em um antigo palácio egípcio, com o fã de longa data de Jackson, o ator cômico Eddie Murphy, como o faraó, e a ex-supermodel Iman, como a rainha que é seduzida pelo personagem de Jackson. John Singleton, do famoso Boys N The Hood, foi o diretor. “In The Closet”, por sua vez, era coestrelado por outra supermodelo, Naomi Campbell, como a garota de Michael. Dirigido pelo fotógrafo Herb Ritts, mostrava a sutileza e sensualidade que faltavam em vídeos mais ostentosos. Era genuinamente sexy.
“Jam”, dirigido por David Kellog, Michael joga basquete com o ícone Michael Jordan e o ensina a dançar. Os dois se mostravam sinceramente contentes trocando lições de suas especialidades. Um videoclipe para “Dangerous” foi filmado pelo legendário David Lynch, mas hoje virou peça exclusiva, uma verdadeira raridade disputada por colecionadores. David Fincher, que ganhou fama com Clube da Luta e O Curioso Caso de Benjamin Button, fez o clipe para “Who Is It”. Jackson só queria trabalhar com quem fosse o melhor, e normalmente conseguia.
A turnê de Dangerous também foi patrocinada pela Pepsi, que pagou a Michael cerca de 20 milhões de dólares. Houve atrasos e cancelamentos, mas a intenção era que durasse de junho de 1992 a novembro de 1993, com um público de 3,5 milhões de fãs. Michael teve problemas nas cordas vocais, e a turnê teve que ser interrompida e retomada uma ou duas vezes. Dessa vez incluíram a África, onde Michael não pisava desde a adolescência. Com outro exemplo de aguda visão de negócios, a equipe de Jackson também vendeu os direitos de filmagem da turnê por 21 milhões de dólares. Sim, esse foi mais um sucesso retumbante. Um concerto em Bucareste foi filmado e apresentado na HBO em outubro de 1992, atraindo uma audiência gigantesca. A equipe da turnê tinha nada menos do que 235 pessoas, viajando em 13 ônibus personalizados. Os lucros, porém, foram destinados à Fundação Heal The World [Cure o Mundo] – que enviou 43 toneladas de equipamento médico a Sarajevo, destruída pela guerra – e a outras instituições de caridade.
Dangerous atingiu o custo recorde de 12 milhões de dólares em produção. Teddy Riley declarou: “Dou graças a Deus por ter conhecido Michael Jackson. Ele me ajudou muito. Essas canções de Dangerous marcaram para sempre a minha carreira. Aconteça o que acontecer, eu sempre vou levar esse trunfo comigo”. Bill Bottrell revelou o modo nada ortodoxo de trabalho: “Ele cantarola as coisas”, disse. “Sabe transmitir o que quer com a voz como ninguém. Não só as letras, mas ele consegue transmitir o que sente até para uma bateria eletrônica ou a melodia de um sintetizador.”
As reações foram, como era típico com Jackson, as mais diversas. A direção experimental e impressionante variedade passou despercebida por muitos. A crítica em Q, por Mat Snow, foi mais vibrante, precisa e positiva, dizendo: “Com tanto simbolismo sob a manga, que daria assunto para um simpósio avançado de psiquiatras pops, Dangerous engloba todo um leque do que se espera de Michael Jackson: agressão e sentimentalismo, paranóia e otimismo cor-de-rosa, religiosidade e megalomania, inovação e precaução, o sublime e o ridículo. Acima de tudo, no entanto, oferece uma música dançante em um grau alarmantemente intenso”. Depois de observar a confirmação do embalo e do ritmo sobre “os altos e baixos que dramatizam o pop tradicional” nas seis faixas de Teddy Riley na abertura, e de definir os vocais de Jackson como “suspiros, gritinhos e tremores orgásmicos como James Brown”, a matéria enquadra “Heal The World” como uma “overdose de insulina que faz a banda New Seekers soar como o NWA”. Conclui dizendo: “Ótimo material! Tomara que um dia o cantor encontre o amor verdadeiro e a paz interior. Que grande astro!”
Michael não usou de modéstia para falar do álbum. “Quis fazer um álbum que fosse como a Suíte Quebra-Nozes de Tchaikowsky – declarou com magnificiência – de forma que daqui a mil anos as pessoas ainda o ouvissem. Algo que vivesse para sempre. Gostaria de ver crianças, adolescentes e pais, e raças de todo o mundo, centenas e centenas de anos lá na frente, ainda desfrutando das canções do disco e tentando compreendê-lo. Meu sonho é ser eterno.”

As reações foram, como era típico com Jackson, as mais diversas. A direção experimental e impressionante variedade passou despercebida por muitos. A crítica em Q, por Mat Snow, foi mais vibrante, precisa e positiva, dizendo: “Com tanto simbolismo sob a manga, que daria assunto para um simpósio avançado de psiquiatras pops, Dangerous engloba todo um leque do que se espera de Michael Jackson: agressão e sentimentalismo, paranóia e otimismo cor-de-rosa, religiosidade e megalomania, inovação e precaução, o sublime e o ridículo. Acima de tudo, no entanto, oferece uma música dançante em um grau alarmantemente intenso”. Depois de observar a confirmação do embalo e do ritmo sobre “os altos e baixos que dramatizam o pop tradicional” nas seis faixas de Teddy Riley na abertura, e de definir os vocais de Jackson como “suspiros, gritinhos e tremores orgásmicos como James Brown”, a matéria enquadra “Heal The World” como uma “overdose de insulina que faz a banda New Seekers soar como o NWA”. Conclui dizendo: “Ótimo material! Tomara que um dia o cantor encontre o amor verdadeiro e a paz interior. Que grande astro!”
Michael não usou de modéstia para falar do álbum. “Quis fazer um álbum que fosse como a Suíte Quebra-Nozes de Tchaikowsky – declarou com magnificiência – de forma que daqui a mil anos as pessoas ainda o ouvissem. Algo que vivesse para sempre. Gostaria de ver crianças, adolescentes e pais, e raças de todo o mundo, centenas e centenas de anos lá na frente, ainda desfrutando das canções do disco e tentando compreendê-lo. Meu sonho é ser eterno.”

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BIOGRAFIA: ERA BAD


Em 1985, Michael Jackson adotou Bubbles, um chimpanzé de três anos de idade salvo de uma clínica de pesquisa de cãncer no Texas. Ele vestia Bubbles com o mesmo estilo de roupas militares do seu figurino.Levava-o a festas e coletivas de imprensa, e afirmava que tinha ensinado a ele o Moonwalk.
Se o relacionamento de Jackson com McCartney estava na geladeira, ele tinha a disposição várias outras celebridades que faziam fila para ficar sob suas luzes e se beneficiar do glamour por associação. Assim é Hollywood. Encantado com astros clássicos “da old-school”, ele se dedicou a cair nas graças de vários deles, de Elizabeth Taylor (que se tornou sua grande amiga) a Ava Gardner, de Marlon Brando a Robert de Niro, de Gregory Peck a Charlton Heston, de Jane Fonda a Andy Warhol e a Sophia Loren. Ronald Reagan uma vez ligou para ele para bater um papo. “Talvez – ironizou Brando – ele precisasse de conselhos de Michael sobre como governar o planeta”.
Por fim, em meio a toda a agitação, Michael conseguiu se concentrar para gravar a sequência do poderoso Thriller. As gravações ocorreram entre novembro de 1986 e julho de 1987 (com “Another Part Of Me” tirada de uma gravação feita em 1985). Bad foi lançado no último dia de agosto de 1987, cinco anos depois do arrasador Thriller.
A máquina promocional passou a funcionar a pleno vapor, e Bad foi direto para o topo da parada da Billboard e ali ficou por seis semanas. Ele foi o primeiro álbum da história a produzir seis singles que chegaram ao 1º lugar. Foi especialmente bem no Reino Unido (onde permaneceu entre os dez mais vendidos de todos os tempos). O vídeo-acontecimento para a faixa título, que ultrapassou a qualidade dos videoclipes de Thriller, foi um épico de 17 minutos dirigido por Martin Scorsese. Bad vendeu mais de trinta milhões de cópias – não tantas quanto o singular Thriller, mas com facilidade suficiente para colocá-lo bem alto na lista dos mais vendidos de todos os tempos. Como declarou a revista Rolling Stone, aquele era um trabalho ainda melhor do que Thriller, “mais rico e mais sexy”. “As comparações com Thriller não têm importância, exceto esta: mesmo seu uma gravação que marcou época, como ‘Billie Jean’, Bad é um disco melhor.” “Bad é a obra de um cantor-compositor talentoso, com sua própria agenda estética enviezada e a proeza técnica de realizá-la”, escreveu o crítico Davitt Sigerson.
Em termos de imagem, os visuais reinventaram Jackson. Bem longe do ídolo adolescente que brilhava de tão limpo, ele agora se apresentava como um dançarino meio punk e sacana, trajando calças de couro justas e atraindo a atenção do público com a mão na virilha. (Esta não foi sua alternativa preferida: ele esperava uma imagem bem mais suave e élfica, mas a gravadora CBS fez pé firme. “O disco se chama BAD [MAU]”, gritou o chefão Walter Yetnikoff).
A grandiosa turnê mundial para divulgar o novo trabalho contou com 123 shows lotados, assistidos por 4,5 milhões de pessoas. Na época, Bad era a maior máquina de fazer dinheiro de todos os tempos, gerando 125 milhões de dólares. Michael quebrou outro recorde, com 7 shows lotados diante de uma multidão de meio milhão de pessoas no Estádio de Wembley, em Londres (1,5 milhão de pessoas tentaram comprar ingressos). John Peel, escrevendo para The Observer, chamou o show de “estupendo... parecendo uma pantomima futurística e tecnológica”. A revista Forbes, em 1987, classificou Jackson como o maior showman do mundo.
Sem fazer muito alarde, Jackson doou milhões de dólares para hospitais infantis, orfanatos e outras instituições de caridade, ao mesmo tempo em que crianças pobres eram convidadas a assistir aos shows de graça. (Na segunda metade da década de 1980, Jackson doou outras 300 mil libras para o United Negro College Fund. Toda a renda do single “Man In The Mirror” também foi para fundos de caridade). E ainda assim, apesar do público gigantesco, os paradoxos da natureza de Jackson permaneciam. Quincy Jones disse: “O Michael consegue ir e fazer um show para 90 mil pessoas, mas se eu pedir que ele cante uma música para mim, tenho de me sentar na poltrona, com as mãos cobrindo os olhos, e ele vai se esconder atrás do sofá. Ele é incrivelmente tímido”.
O álbum Bad produziu uma fila de sucessos internacionais: “Bad”, “The Way You Make Me Feel”, “I Just Can’t Stop Loving You”, “Dirty Diana”, “Man In The Mirror”, “Smooth Criminal”, “Liberian Girl”...
O próprio Jackson escreveu nada menos do que nove das onze faixas (se for incluída a liricamente autobiográfica “Leave Me Alone”, que foi acrescentada ao CD lançado em 1988 como bônus). Ele vinha documentando idéias desde o fim de sua última turnê com os Jacksons, em 1984. “Another Part Of Me” havia sido usada no projeto Captain EO, de 1986. Nesta que seria a última de suas três colaborações com Jackson, Quincy Jones ajudou-o a reunir seu excesso de melodias e letras não terminadas em um álbum de tamanho convencional. Apenas duas músicas foram de outros compositores. “Just Good Friends”, em que Stevie Wonder cantava com Michael, era de Graham Lyle e Terry Britten, enquanto que a adaptação gospel “Man In The Mirror” foi creditada a Glen Ballard e Siedah Garrett. Uma canção chamada “Streetwalker” quase foi para o disco, mas caiu fora na última hora quando o empresário Frank DiLeo votou por ”Another Part Of Me”.
“I Just Can’t Stop Loving You” foi o primeiro single surpreendentemente suave de Bad. Os dois vocalistas (Michael e Siedah Garrett) estavam em plena forma. A faixa título que chamava bem mais a atenção veio em seguida. Jackson tinha agora um novo coordenador de marketing, Bob Jones, que havia trabalhado para a Motown, e seu trabalho se fez notar. Quando o especial de TV – Michael Jackson: A Volta da Magia – foi ao ar, tornou-se o sexto programa mais assistido da semana. E então vieram as filmagens do videoclipe de Bad.
Seria possível que ele se igualasse à obra de gênio cinematográfico que havia anunciado a chegada de Thriller? Com Martin Scorsese à frente, os dados foram lançados. Scorsese certamente era famoso por filmes clássicos, como Taxi Driver e Touro Indomável, além de ser fã da música. As filmagens duraram mais de seis semanas, e uma locação externa foi escolhida: a estação de metrô Brooklyn Hoyt Schermerhorn. Trata-se na verdade de um curta-metragem que começa em preto e branco, com Jackson fazendo o papel de um garoto que saiu do gueto para continuar seus estudos e que agora não se adapta à sua turma ao voltar para casa. “You don’t down with us no more!” [Você não é mais um de nós!], provocam seus ex-companheiros. “You ain’t down!” [Você não é daqui de baixo!], “You ain’t bad!” [Você não é mau!]. Então o preto e branco fica colorido e Jackson começa a cantar e dançar, usando roupa de couro preto e fivelas, paramentado como um motoqueiro selvagem, além de correntes e luvas sem dedos, distribuindo paz e unidade entre os garotos da rua. Jeffrey Daniel, um antigo amigo de Moonwalk de Michael, estava entre os extras, assim como o futuro astro do cinema Wesley Snipes. Daniel afirmou então que West Side Story havia sido mais uma vez a principal fonte de inspiração de Michael. A filmagem continuou no Harlem.
Muitos adoraram o vídeo, que custou dois milhões de dólares, e o impacto foi imediato. Michael era o tema principal de todos os programas de TV. Bad disparou nas vendas.  “The Way You Make Me Feel” foi outro vídeo intenso em escala, orçamento e postura. Foi estonteante perceber como Michael se apresentava tão “romanticamente conectado” à figura de sua parceira, Tatiana Thumbtzen, uma dançarina nascida na Flórida. Ela havia vencido centenas de outras concorrentes para conseguir o papel. No livro em que conta suas memórias, declarou ter tido uma paixão não correspondida por seu patrão. O beijo da dupla no palco do Madison Square Garden, em Nova York, fez com que os jornais passassem a chamá-la de a “Garota de Michael”. O empresário Frank DiLeo ficou zangado com ela – afinal, Michael jamais havia sido visto sendo beijado por uma garota antes – mas ela afirmou que Katherine Jackson havia lhe dado “um grande abraço”. Ela acha que passou a ser vista com maus olhos pela equipe de segurança, e acabou despedida da turnê para ser substituída por uma “alpinista” chamada Sheryl Crow. Não demorou muito para a imprensa, com sede de notícia, passar a dizer que Michael e Crow estavam namorando. Tatiana acabou ficando com Prince.
Quando “Dirty Diana” chegou ao topo das paradas, correu o boato de que a estreita relação deste soft-metal com “Beat It”, que apresentava um solo de guitarra de Steve Stevens, grande amigo de Billy Idol, era para a princesa Diana. Stevens, imaginando por que Eddie Van Halen não havia sido chamado, não encontrou a resposta, mas comentou sobre sua gravação. “Toquei uma série de solos e ele gostou do primeiro. No final, foi o que eu também escolheria. Ele parecia se guiar mais pela emoção do que pela técnica, que é como eu sempre costumo agir.”
O filme Moonwalker, de Michael Jackson, foi claramente lançado com o objetivo de se tornar a cereja do bolo de 1988. O filme de 93 minutos incluía interpretações de “Smooth Criminal” e “Leave Me Alone” (cada uma dessas músicas também teve seu videoclipe promocional à parte) além de “Speed Demon”. Seu clímax era uma versão para a música dos Beatles “Come Together”. Dirigido por Colin Chilvers (“Eu esperava que fosse difícil – disse Chilvers – e foi. Michael é perfeccionista”) e Jerry Kramer. Moonwalker é uma mistura surreal de filmagens de show ao vivo, vídeos, biografia de Jackson, animação e uma fantasia críptica, levemente sobrenatural, trazia Joe Pesci (dos filmes de Scorsese O Touro Indomável e Os Bons Companheiros), Sean Lennon, de doze anos (filho de John Lennon e, por algum tempo, o mais recente amigo de Michael), como um “menino perdido”, e, naturalmente, Jackson.
Moonwalker foi claramente orientado para os seus “fiéis seguidores”. Elizabeth Taylor e Mick Jagger podiam ser vistos rapidamente. Jackson havia sonhado em lançar Moonwalker nos cinemas de todo o mundo, mas questões financeiras, já naquela época, deixaram claro que faria mais sentido financeiro lançá-lo diretamente em vídeo.
E novamente Michael conseguiu emplacar um sucesso gigantesco, número um nas paradas de vídeo da Billboard por 22 semanas. Quando caiu para o segundo lugar, seu sucessor foi Michael Jackson: The Legend Continues. Bad permaneceu muito tempo como o segundo melhor álbum de todos os tempos.
O livro Moonwalker, uma coletânea controlada e idealizada de memórias e pensamentos vagos, teve o pontapé inicial da ex-primeira dama e viúva de John Kennedy, Jacqueline Onassis. Na época, ela era editora de celebridades para a Editora Doubleday, de Nova York. A Doubleday sabia que ninguém, por mais famoso que fosse, deixaria de se impressionar quando enviassem Jackie para convencê-los a contar suas histórias. Ela insistiu com Michael que os fãs de todo o mundo adorariam ouvir suas histórias. Ele retrucou que sua vida ainda estava no começo. “Seja simplesmente Peter Pan – ela disse – é só o que você precisa fazer.”
Ela persistiu e o convenceu, enquanto os dois comparavam suas estratégias para evitar os paparazzi. Apesar de a maioria dos críticos observarem que o livro não revelava segredos, Jackie assim se manifestou sobre sua obra de amor: “Para muita gente, Michael Jackson parece uma personalidade indefinível, mas para os que trabalham com ele, ele não é. Esse talentoso artista é uma pessoa sensível, afetuosa, engraçada e com grande percepção. O livro Moonwalker oferece uma visão impressionante da relação de Michael Jackson com seu trabalho, uma visão do artista em reflexão”.
Alguns trechos do livro expressam a solidão de Michael quando criança, e um misto de orgulho e confusão como adulto. Os capítulos mais francos fazem uma confissão de sua infância tumultuada e nos provocam com relatos de sua vida com uma parcela de vinte por cento do Jackson 5. Na verdade, ele acabou telefonando ao pai para pedir desculpas pelas revelações. Também deixou registrado ali que ele havia feito duas cirurgias rinoplásticas. O livro, dedicado a Fred Astaire, liderou a lista dos mais vendidos do New York Times, alcançando meio milhão de cópias em 14 países.
Michael ainda era reverenciado e aclamado por milhões de fãs espalhados pelo mundo. Michael ganhou o Brit Awards por Melhor Artista Internacional Masculino e Melhor Vídeo (“Smooth Criminal”), enquanto o American Music Awards ungiu “Bad” como melhor single de Soul/R&B.
Bad continua como um dos mais admirados e dinâmicos álbuns já realizados e, para muitos fãs, é seu melhor trabalho. (Em 2001, uma edição especial foi lançada com três novas canções e um novo encarte com as letras das músicas e fotos inéditas). “Man In The Mirror”, com seu incrível estado de espírito emotivo, dramaticidade e agilidade vocal, pode não ter sido seu maior sucesso ao ser lançado, mas após a triste notícia de junho de 2009, foi a canção passional que, mais do que “Thriller”, mais até do que “Billie Jean”, parecia captar o seu sentimento e servir como prova de dons nada mundanos do cantor.
À medida que a década de 1980 ia chegando ao fim, Michael Jackson ainda demonstraria ter muitas cartas na manga, e um baú de novidades grardado a sete chaves.
Batendo muitos recordes, sua turnê mundial de Bad (Bad World Tour) estava a todo vapor, elevando ainda mais o seu cartaz a um nível acima de Thriller. Pessoas em todo o planeta queriam conferir de perto um pouco da criatura quase mítica que haviam apenas vislumbrado naqueles vídeos que foram verdadeiros divisores de águas; elas queriam ver os movimentos e ouvir a sua voz ao vivo. “Para diferentes pessoas, tornar-se adulto pode ocorrer em diferentes idades – afirmou o próprio Jackson – e agora estou mostrando ao mundo que sou o homem que sempre quis ser.”
Não restava dúvida de que sua música tinha agora uma pegada mais áspera e dura, e isso também transparecia na escolha de figurinos e nas apresentações mundo afora. No palco, combinados à voz e aos passos suaves, havia poder e agressividade. O show utilizava lasers e truques mágicos, e Michael mostrava seu gosto pela ilusão teatral, o que pode explicar sua amizade com Uri Geller e com David Blaine. Ele aparecia pendurado por um guindaste, bem acima da multidão, boa parte da qual acreditava estar vendo um homem voar. Seus 7 shows espetaculares no Estádio de Wembley contaram com o príncipe Charles e com a princesa Diana na platéia. Michael brincou com Charles, cuja mãe ele havia conhecido nos camarins, quando ainda era membro do Jackson 5: “Posso lhe dar algumas aulas de dança”. “Sim – Charles respondeu, sorrindo – sou um tanto desajeitado no salão de baile”. Jackson até considerou tirar “Dirty Diana” do repertório, para não correr o risco de ferir o protocolo, mas acabou deixando-a. a reação de Diana foi positiva. 

Ela levantou e dançou. Charles não. "Fiquei muito entusiasmado por conhecer o casal real", contou Jackson aos repórteres. “Estou muito, muito contente por eles terem vindo me ver no palco. Achei a princesa maravilhosa”. Contam que ele e Diana se falaram pelo telefone várias vezes depois, compartilhando estratégias para evitar os paparazzi, discutindo roupas e estilo. Mais tarde, ele diria da malfadada princesa: “Em meu coração eu dizia: ‘Eu amo você, Diana! Brilhe! Brilhe para todo o sempre porque você é a verdadeira princesa do povo!’”. Ao saber da sua morte, em 1997, ele confidenciou: “Eu vim abaixo. Fiquei tão arrasado que cheguei a desmaiar. Cancelei meu show porque simplesmente não conseguiria cantar e dançar. Caí no choro e chorei por várias semanas. Ela me tinha como confidente. Ela se sentia caçada e emboscada, tal como eu me sinto”.
Elizabeth Taylor ícone do cinema que havia começado a trabalhar também muito jovem, uma vez comentou sobre o interesse de Jackson em conhecer outras celebridades duradouras: “Ele é muito curioso e quer aprender com as pessoas que sobreviveram... que aguentaram a parada. Ele não é realmente deste planeta. Se é excêntrico é porque é grande demais. O que é um gênio? O que é uma lenda viva? O que é um mega-astro? È Michael Jackson. E quando você acha que já o conhece, ele te surpreende. Não há ninguém que chegue perto do que ele é. Ninguém consegue dançar assim, escrever letras como essas, ou causar o tipo de entusiasmo que ele cria”.
Jackson já se via forçado a se disfarçar se quisesse andar pelo mundo “real” ou simplesmente ir a uma loja, sempre cercado de guarda-costas. No palco, porém, como sempre, ele encontrava seu elemento. A turnê de Bad durou de 12 de setembro de 1987 a 27 de janeiro de 1989. Passou por 15 países em quatro continentes.
No geral, a turnê foi bastante agitada, e por vezes eufórica. Até a seleção da cidade de estréia nos EUA gerou discussões. Jackson pretendia dar a largada no território americano em Atlanta, mas seu patrocinador, a Pepsi, achou que a cidade era por demais associada à imagem da concorrente, a Coca Cola, e o primeiro show teve de ser transferido para Kansas City. Dizem que Michael teria pedido a Deus: “Que a gente arrase!”. O show rendeu 750 mil dólares, quebrando o recorde anterior estabelecido por ele mesmo com a Victory Tour.
Os extrovertidos anos 1980 estavam quase acabando. Michael recebeu o Prêmio Artista da Década de sua confidente Liz Taylor. Ele assistiu de longe à inexpressiva venda do álbum dos Jacksons, 2300 Jackson Street, que não contou com a sua participação, e viu o contrato dos irmãos com a Epic chegar a um discreto fim. As grandes gravadoras deixaram bem claro que não lhes interessava gastar uma grande soma com The Jacksons a menos que Michael participasse. Em dezembro de 1989, ele foi eleito o Mais Importante Astro do Ano pela Entertainment Tonight. Thriller foi escolhido o Álbum Número Um dos Anos 80 pela revista Rolling Stone. Havia sido sem dúvida, a década de Michael Jackson. Até o presidente George Bush (pai) queria sua presença e, em abril de 1990, Jackson foi convidado para outra visita à Casa Branca, onde foi saudado como “Astro da Década” e condecorado por seu trabalho pelo bem das crianças.